Por que alguns não concordam com a Igreja?

Jesus fundou a Igreja sobre São Pedro e os Apóstolos para ser “porta-voz” na terra. Disse a eles:
“Quem vos ouve, a Mim ouve; quem vos rejeita, a Mim rejeita, e quem Me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10,16).
Quer dizer, quem não ouve a Igreja, não Me ouve! Quem não obedece a Igreja, não obedece Jesus.
Jesus ainda disse a eles:
“Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino” (Lc 12, 32). “Ide pelo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15).
Como, então, não concordar com a palavra da Igreja? O Pai mandou o Filho para salvar o mundo; o Filho enviou a Igreja.
Na Santa Ceia, na despedida dos Apóstolos, Jesus fez várias promessas à Igreja, o seu “pequeno Rebanho”.
“Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade… vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós”. “Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito” (Jo 14,15.25).
Ora, como a Igreja poderia ensinar algo errado se o Espírito Santo permanece sempre com ela e lhe “ensina todas as coisas”?
Jesus ainda lhes disse:
“Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade…” (Jo 16,12-13).
Como a Igreja poderia ensinar algo errado, ou inconveniente, se o Espírito Santo lhe ensina sempre “toda a verdade”?
Além disso, o próprio Jesus está na Igreja; pois Ele prometeu, antes de subir ao céu: “Eis que Eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20). Ora, como a Igreja poderia errar se Jesus está com ela todo tempo? É impossível! É por isso que São Paulo disse a São Timóteo:
“A Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3,15).
É por causa de tudo isso que o nosso Credo tem 2000 anos, e nunca mudou e nem vai mudar; porque é a expressão da verdade que salva. A mesma coisa os Sacramentos, os Mandamentos, a Liturgia. A Igreja já teve 266 Papas e nunca um deles cancelou um ensinamento doutrinário que um antecessor tenha ensinado. Já realizou 21 Concílios universais, e nunca um deles cancelou um ensinamento de um anterior. O Espírito Santo não se contradiz.
Logo, como não concordar com o que Igreja ensina? Isso seria um ato de orgulho espiritual da pessoa, que acha que sabe mais do que a Igreja. Longe de nós isso.
Podemos até não conseguir viver o que a Igreja ensina – isso é compreensível por causa de nossa fraqueza – mas, jamais poderemos dizer que a Igreja está errada ou que eu não concordo com o que ela ensina. Ela não ensina o que quer, mas o que o Seu Senhor lhe confiou.

 

O que é o encontro

A Renovação Carismática Católica do Brasil se prepara para realizar a 32ª edição do seu Congresso Nacional. Neste ano de 2016, os carismáticos se reunirão no Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, entre os dias 07 e 10 de julho.
O Congresso Nacional é um momento para reunir toda a família carismática, tanto aqueles que já participam ativamente da vida do movimento em seus Grupos de Oração, como aqueles que querem conhecer um pouco mais sobre a RCC.
O evento é marcado por momentos de oração, louvor, escuta profética, pregações e partilhas fraternas.  No Congresso Nacional, podemos acolher os direcionamentos de Deus para a RCC do Brasil, o que nos permite aprofundar na misericórdia do Senhor. Misericórdia que é o tema vivido este ano por toda a RCC do Brasil.

TEMA
O XXXII Congresso Nacional tem o tema central inspirado no Salmo 117 que diz: “Eterna é a sua Misericórdia”.
A inspiração desta temática está dentro da moção que a Renovação Carismática tem vivido neste ano de 2016 – “Sede misericordiosos como o Vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36).

Programação

07 DE JULHO – QUINTA-FEIRA
14h00 Credenciamento e abertura da Editora RCCBRASIL
19h30 Missa de Abertura na Basílica     
21h30 Encerramento

08 DE JULHO – SEXTA-FEIRA
7h30 Santo Terço
08h00 Início - Animação / Oração Inicial
09h00 Abertura e acolhida
09h30 Pregação 1: "Batismo no Espírito Santo, um Ato da Misericórdia Divina"
10h20 Oração
10h50 Comunicação de Palco
11h00 Intervalo
11h30 Animação / Louvor
11h40 Oração Carismática
12h20 Comunicação de Palco
12h30 Intervalo do Almoço
14h00 Animação / Louvor
14h30 Institucional
15h00 Pregação 2: "Grupo de Oração, Hospital de Campanha"
15h50 Oração
16h20 Testemunho
16h50 Comunicação de Palco
17h10 Intervalo
17h40 Santa Missa
19h00 Intervalo
20h00 I Noite Carismática
21h30 Encerramento

09 DE JULHO – SÁBADO
07h30 Santo Terço
08h00 Animação/louvor/Oração Mariana
09h00 Pregação 3: "Maria, Esposa do Espírito Santo"
09h50 Oração
10h20 Institucional
10h40 Comunicação de Palco
10h50 Intervalo
11h20 Animação
11h30 Partilha sobre o Retiro do Conselho Nacional na Terra Santa
12h00 Lançamento do Jubileu de Ouro
12h30 Intervalo do Almoço
14h00 Animação/louvor/Apresentação das Crianças
14h30 Teatro "O Filho Pródigo"
14h50 Pregação 4: "Deus não se cansa de perdoar"
15h35 Oração
15h50 Comunicação de Palco
16h00 Intervalo
16h20 Animação/louvor
16h30 Pregação 5: "Misericordiosos em Deus"
17h20 Oração de Cura Interior
18h00 Santa Missa
19h30 Intervalo
20h30 II Noite Carismática
21h30 Encerramento

10 DE JULHO – DOMINGO
07h30 Santo Terço
08h00 Adoração ao Santíssimo Sacramento
09h00 Pregação 6: “Eis que faço nova todas as coisas”
09h50 Oração
10h20 Testemunho
10h50 Intervalo
11h10 Santa Missa
12h40 Encerramento
*Programação sujeita a alteração
Fonte: RCCBRASIL

O cansaço existencial: por que tudo me cansa?

Por que as coisas nos cansam tanto? Será que estamos cansados de viver, ou talvez cansados até de nós mesmos? Que tipo de cansaço nos pesa mais: o físico, o psicológico, o espiritual?
Chama a atenção como os grandes santos dormiam pouco, comiam pouco, trabalhavam muitas horas e dedicavam um longo tempo à oração. E estavam sempre alegres, inclusive quando seu corpo parecia destruído. Ficavam esgotados, mas não cansados de doar-se a Deus e aos outros. Neles se cumpria a máxima de São João da Cruz: “A alma que anda no amor não cansa nem se cansa”.
Os grandes santos estavam enamorados de Cristo, Esposo e Senhor, e se deixavam amar por Ele. Em suas vidas, sempre houve sofrimento, contrariedades, desprezos, traições. Mas eles nunca perderam a alegria. Sim, enamorados de Cristo, entregaram-se completamente.
Então, por que hoje, na Igreja, há tantas pessoas cansadas? O que acontece?
São múltiplos e muito variados os motivos do cansaço. O cansaço físico contínuo, sem o apoio do Espírito Santo, causa desgaste psicológico. Daí se passa à falta de motivação para orar, para estar diante do Senhor, para deixar-se tocar pela Palavra. Apaga-se a vida espiritual, a relação com o Amado e, por conseguinte, chega a exaustão espiritual, a preguiça.
cansaço psicológico pode vir pela desordem da vida, pela contínua mudança de horários, pela inconstância nas tarefas, pela bagunça ou falta de limpeza no quarto ou sala de trabalho, pela compensação na comida, pela falta de vontade em tudo.
Há cansaço pela forma de enfrentar os trabalhos, as contrariedades, os fracassos, os conflitos. Há cansaço quando o trabalho (escolar, manual, intelectual, familiar) é vivido com voluntarismo ou perfeccionismo; quando a pessoa estabelece metas acima das suas possibilidades, ou baseada na comparação ou inveja com relação aos resultados dos outros, ou com o desejo de superar todos. Isso esgota e causa insatisfação.
No cristão, o cansaço pode chegar quando não se confia no Senhor, quando não se coloca em suas mãos as próprias lutas, esperanças, problemas, fracassos, angústias; quando a pessoa se instala no ceticismo ou se apega a pequenas preocupações; quando se dá muita importância ao que é transitório, insignificante, efêmero.
cansaço pode aparecer na vida do cristão também quando falta humildade para pedir ajuda diante das dificuldades ou problemas, e a pessoa quer resolver tudo sozinha, fechando-se cada vez mais em si mesma, contando somente com suas forças, o que leva a um fracasso maior ainda.
Como enfrentar o cansaço físico e psicológico, para manter o tônus espiritual?
“Vinde a mim todos os que estão cansados, e eu os aliviarei” (cf. Mt 11, 28). A vida não os pertence. Tudo é de Deus. Dele viemos e a Ele voltaremos. Enquanto caminhamos nesta terra, Jesus Cristo está sempre ao nosso lado, sustentando, motivando, iluminado nossa existência.
Ele conhece nossas alegrias e tristezas, nossas esperanças e angústias, nossas luzes e sombras, nosso combate interior. O que Ele deseja é que contemos com Ele, que estejamos sempre na sua presença, que Ele habite no mais íntimo da nossa interioridade.
Ser cristão não nos poupa de lágrimas, mas dá sentido aos nossos sofrimentos. Ser discípulos de Jesus aumenta o “peso” da vida – segundo os critérios do mundo. É verdade. Mas o próprio Jesus nos disse: “Tomai o meu jugo”. E acrescentou: “Porque meu jugo é suave e meu peso é leve” (cf. Mt 11, 30).
O jugo é suave porque é sua amizade incondicional; e o peso é leve porque Ele o carrega conosco. Carregamos um tesouro em vasos de barro, para que se veja que uma força tão extraordinária vem de Deus, não de nós.
Deus é fiel e não permitirá que sejamos tentados acima das nossas forças; pelo contrário, com a tentação, encontraremos também a maneira de poder suportá-la (cf. 1 Cor 10, 13).
Artigo de Miguel Ángel Arribas, publicado originalmente pelo Seminário Conciliar de Madri
Fonte: Aleteia
 CREMOS NA PROFECIA!
“Jerusalém, volta o teu olhar para o oriente, vê a alegria que te vem de Deus. Olha! Eis que voltam os filhos que viras partir. Chegam do oriente e do ocidente, à voz do Altíssimo, repletos da alegria que lhes dá a glória de Deus”. (Baruc 4,36-37)

 



Pope Francis -- homily - pt


Papa adverte: cuidado com a “santidade de aparência”

Os "santos" de aparência ou os pecadores santificados? Nunca houve dúvida sobre quem Deus prefere


Se você "aprende a fazer o bem," Deus "perdoa generosamente" todo pecado. O que não perdoa é a hipocrisia, “a santidade aparente”. Foi o que afirmou o Papa Francisco na homilia da Missa da manhã desta terça-feira, celebrada na Capela da Casa Santa Marta.
Os santos aparentes, que, mesmo diante do céu se preocupam de parecer mais do que ser, e os pecadores santificados, que para além do mal feito aprenderam a "fazer" um bem maior. Nunca houve dúvida sobre quem Deus prefere, afirma o Papa Francisco, que coloca essa duas categorias no centro de sua meditação.
As palavras da leitura de Isaías – explica no início -, são um imperativo e paralelamente um "convite" que vem diretamente de Deus: "Parem de fazer o mal, aprendam a fazer o bem" defendendo órfãos e viúvas, ou seja – sublinha Francisco – "aqueles que ninguém recorda ", entre os quais, continua o Papa, há também os "idosos abandonados, as crianças que não vão à escola” e aqueles “que não sabem fazer o sinal da cruz. Atrás do imperativo e do convite há substancialmente o convite de sempre à conversão:
"Mas como eu posso me converter? "Aprendam a fazer o bem!". A conversão. A sujeira do coração não se remove como você remove uma mancha: vamos a lavanderia e saímos limpos … remove-se com o "fazer": tomar um caminho diferente, uma estrada diferente daquela do mal. "Aprendam a fazer o bem, isto é, o caminho do fazer o bem. E como faço o bem? É simples! "Busquem a justiça, socorram o oprimido, façam justiça ao órfão, defendam a causa da viúva”. Recordemos que em Israel os mais pobres e necessitados eram os órfãos e as viúvas: façam justiça a eles, vão onde estão as chagas da humanidade, onde há tanta dor … E assim, fazendo o bem, você irá lavar o seu coração”.
E a promessa de um coração lavado, isto é perdoado, vem do próprio Deus, que não leva em conta os pecados de quem ama concretamente o próximo:
"Se você fizer isso, se você vem por este caminho, no qual eu convido você – nos diz o Senhor – ‘ainda que os seus pecados sejam como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve’. É um exagero, o Senhor exagera: mas é a verdade! O Senhor nos dá o dom do seu perdão. O Senhor perdoa generosamente. ‘Mas eu perdôo você até aqui, depois vamos ver o resto …." Não! O Senhor perdoa sempre tudo! Tudo! Mas se você quer ser perdoado, você tem que iniciar o caminho do fazer o bem. Este é o dom! ".
O Evangelho do dia, apresenta, ao invés, o grupo dos astutos, aqueles "que dizem as coisas certas, mas fazem o contrário." "Todos, – disse Francisco -, somos astutos e sempre encontramos um caminho que não é o certo, para parecer mais justo do que somos: é o caminho da hipocrisia":
"Esses fingem de se converter, mas o seu coração é uma mentira: eles são mentirosos! É uma mentira … O seu coração não pertence ao Senhor; pertence ao pai de todas as mentiras, Satanás. E esta é a falsa santidade. Mil vezes Jesus preferiu pecadores a eles. Por quê? Porque os pecadores diziam a verdade sobre si mesmos. "Fique longe de mim, Senhor, que eu sou um pecador! ‘: Pedro disse isso, uma vez. Eles nunca disseram isso mas ‘obrigado Senhor, porque eu não sou um pecador, porque sou justo’… Na segunda semana da Quaresma há três palavras para pensar, para refletir: o convite à conversão, o dom que o Senhor nos dá, isto é, um perdão grande, um grande perdão, e a armadilha, isto é, fingir de se converter, mas tomar o caminho da hipocrisia ".

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Catequese: “Como pai, Deus educa seus filhos e, quando erram, corrige-os favorecendo o seu crescimento no bem”

Mais uma audiência geral do Papa Francisco na praça de São Pedro acompanhado por milhares de peregrinos de todo o mundo, nesta quarta-feira. O pontífice refletiu sobre a relação entre a misericórdia divina e a correção.
Como de costume, antes do início da audiência, o Santo Padre deu uma volta no papamóvel pelos corredores da praça, para, assim, poder cumprimentar mais de perto os fiéis ali reunidos. Muitos levantavam suas faixas e bandeiras, e mostravam sua proximidade e entusiasmo pela passagem do Pontífice. E enquanto isso ele parava de forma especial quando se aproximavam algumas crianças, para dar-lhes a sua bênção.
No resumo da catequese que Francisco fez em português disse o seguinte:
“Na Sagrada Escritura, aparece Deus também com a amargura de um pai desiludido: gerou e fez crescer filhos, que agora se revoltaram contra Ele. Embora ferido, Deus deixa falar o amor e faz apelo à consciência destes filhos degenerados, para que se convertam e se deixem amar de novo. A missão educativa dos pais tem em vista fazer crescer os filhos em liberdade, torná-los responsáveis, capazes de fazer o bem. Mas, por causa do pecado, a liberdade torna-se pretensão de autonomia absoluta e o orgulho leva à contraposição e à ilusão de auto-suficiência. A consequência do pecado é um estado de desolação geral. Onde se rejeita Deus e a sua paternidade, não é possível haver vida: a existência perde as suas raízes, tudo acaba pervertido e aniquilado. Mas também esta dolorosa situação visa a salvação. Como pai, Deus educa seus filhos e, quando erram, corrige-os favorecendo o seu crescimento no bem. A provação é enviada para que possam experimentar a amargura de quem abandona Deus, vendo o vazio desolador duma opção de morte. O sofrimento, derivado duma decisão autodestrutiva, deve fazer reflectir o pecador para o abrir à conversão e ao perdão. A punição torna-se o instrumento para fazer reflectir. Vemos assim que Deus sempre quer perdoar ao seu povo: Ele não destrói tudo, mas deixa aberta a porta à esperança. O caminho do regresso não passa tanto pela multiplicação das ofertas rituais do culto – que devem exprimir a conversão e não substituí-la – como sobretudo pela prática da justiça. O culto sim, mas oferecido com mãos puras, evitando o mal e praticando o bem.”
Em seguida, cumprimentou os peregrinos de língua portuguesa, especialmente os fieis da paróquia Nossa Senhora do Lago de Brasília.
“Amados peregrinos de língua portuguesa, cordiais saudações para todos vós, de modo especial para os fiéis da paróquia de Nossa Senhora do Lago de Brasília. Sobre os vossos passos, invoco a graça do encontro com Deus: Jesus Cristo é a Tenda divina no meio de nós. Ide até Ele, vivei na sua amizade e tereis a vida eterna. Sobre vós e vossas famílias desça a Bênção de Deus!”
Depois de completar as saudações em diferentes línguas, Francisco dedicou umas palavras aos jovens, doentes e recém-casados. Dessa forma recordou que depois de amanhã será a primeira sexta-feira do mês, dedicada à devoção do Coração de Jesus. Por isso pediu aos jovens que passem o dia que lembra a morte de Jesus “com especial intensidade espiritual”. Convidou os doentes a olhar a cruz de Cristo “como apoio para o vosso sofrimento”. E para concluir exortou os recém-casados a exercitar na sua vida conjugal “o jejum das obras do mal e a prática das virtudes”.
Fonte: Zenit
Edificar os sonhos: conheça o testemunho de um colaborador da Sede Nacional
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A cada etapa, cada conquista, carismáticos de todo o Brasil também são alcançados pelas promessas que Deus fez ao Movimento, a partir da construção da Sede Nacional da Renovação Carismática Católica. São várias as histórias de pessoas que vivem com a RCC a expectativa da Nossa Casa, Nossa Benção. Conheça agora um desses testemunhos, a história de Jéferson Souza, da diocese de Macapá (AM) com a Sede Nacional:
“Em 2010, eu tive a oportunidade de estar no lançamento da pedra fundamental junto com minha noiva e hoje esposa, e a experiência que eu tive naquele momento de lançamento foi ver que todas as promessas que Deus fez para a RCC, de modo especial à sede nacional, isso se ligava a nossa vida pessoal.
Nós também tivemos sonhos: casar, construir a nossa casa e ter uma família. Para quem vai casar, por exemplo, a casa é o principal sonho da construção de uma vida a dois, e naquele encontro em 2010, nós percebemos que aquelas profecias que Deus colocava para a Renovação, referentes à Sede Nacional, era uma profecia que também era para mim, era para nós. Nós assumimos aquelas profecias para as nossas vidas e uma forma de assumir concretamente essa profecia foi nos comprometendo com a colaboração da Sede Nacional; assumindo os carnês e sendo um colaborador.
A cada profecia, a cada moção que o Senhor ia dando de construção e reconstrução se ligavam a nossa vida familiar, a nossa vida sacramental, e também material, porque nós também tínhamos o sonho de construir a nossa casa, nós tínhamos o sonho de ter a nossa vida profissional reconstruída. Nós nos comprometemos assumindo aquelas profecias, vendo que quando Deus falava que reconstruiria a RCC, falava das portas abertas e toda moção pra Sede Nacional, Ele falava para mim, Ele falava para nós e as profecias foram sendo assumidas nesse sentido.
Hoje, nós estamos concluindo mais uma etapa da nossa casa e uma das formas de nós concretamente respondermos a Deus, em gratidão é assumir a nossa missão como colaborador mensal. A gente percebe que foi uma promessa para nós, tanto é que temos símbolos; trouxemos terra da Sede Nacional e colocamos na pedra fundamental da nossa casa, consagramos, dedicamos a nossa casa para que ela seja também um lugar da experiência da vida carismática, do nosso Grupo de Oração, de devoção à Beata Elena Guerra. Hoje nós estamos realizando esse sonho de ter a nossa casa sendo construída, finalizando mais uma etapa e percebemos que é uma promessa de Deus para nós, mas tomada diante de um propósito que foi assumir a Sede Nacional, assumir o compromisso de ser colaborador.
Hoje nós vemos que essa etapa de Deus em nossa vida está se consolidando, olhando para a Sede Nacional, o Senhor dizia ao meu coração que precisava fazer mais. Nós começamos a fazer uma mobilização em nosso Grupo de Oração para que as pessoas do nosso Grupo tomem posse dessa graça, mobilizando novos colaboradores. O pouco que eu pude fazer Deus também vai honrando, mas, eu posso fazer mais, também mobilizando outros irmãos para que primeiro tomem para si uma promessa de Deus que é para nós.
Quando Deus fala que vai restaurar a Renovação Carismática Católica, Ele está dizendo que vai fazer em nós, de modo particular, de maneira pessoal, porque nós somos a RCC. A Sede Nacional materializa essa realização de Deus em nossas vidas. Nós estamos muito felizes por estar realizando esse sonho, que é a construção da nossa casa e da nossa vida familiar, colocando nossa vida a serviço agora de um modo mais concreto para difundir entre nossos irmãos essa moção que a sede nacional é um lugar de promessa de Deus.
A última experiência que eu quero partilhar é que em 2013 quando fizemos uma celebração do ENF lá na Sede e, em um dos momentos faltou energia, na hora da comunhão todo mundo começou a cantar em línguas, houve muitas experiências de oração, foi como se eu estivesse no Cenáculo e pensei assim: - bem, eu acredito que o que eu estou sentindo aqui, nesse lugar foi o que Pedro sentiu quando ele estava no cenáculo.
Vejo a Sede Nacional como meu refúgio, minha casa, meu lar. E como carismático, nós podemos testemunhar que a benção de Deus na nossa vida pessoal, familiar e financeira, precisa desse compromisso honrado, também assumindo a profecia de Deus para a RCC, cuidando, nas nossas possibilidades, da Sede Nacional.
Alguém falou que cada profecia deve ser assumida de forma muito pessoal, exemplo: uma das profecias sobre a Sede Nacional fala da Cruz, a cruz edificada sobre os nossos sonhos. Em nossa casa nós fizemos questão de ter uma cruz, para dizer – ‘Senhor, nós queremos edificar o nosso sonho, da mesma forma que tu queres edificar a nossa casa, a nossa Sede Nacional’.
Se cada carismático assumir para si a profecia, não como uma forma de realização individual, mas, vendo que a promessa de Deus para aquela Sede é para todos nós, sem dúvida nenhuma, os sonhos de Deus se realizarão. O Senhor falava para mim através de um irmão: - ‘Jéferson, Deus sonha contigo os seus sonhos e dentro desses sonhos está também o nosso movimento a nossa vida carismática, a nossa Sede Nacional’. ”
Faça você também essa experiência de ser um semeador da Vida no Espírito, colaborando com os projetos da Sede Nacional, na cidade de Canas (SP). Cadastre-se clique aqui. Você também pode encaminhar os seus dados para o e-mail sedenacional@rccbrasil.org.br ou ligar para o Escritório Nacional da RCCBRASIL no telefone  (12) 3151-4155 ou pelo whatsapp (12) 982580024. Entre em contato conosco também pelo atendimento online.

Grupo de Oração: O Carisma da Coordenação



Jo 15,16: “não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais frutos, e o vosso fruto permaneça.”



O objetivo deste ensino é orientar aqueles que assumem uma coordenação sobre a importância de compreender a cooperação entre a graça e a natureza no ministério de coordenação, e tratar de algumas funções práticas pertinentes ao coordenador.

1-    MINISTÉRIO DA COORDENAÇÃO
Coordenação vem da palavra latina cordinatione que significa: “ dispor sobre a certa ordem ou método, organizar o conjunto, pôr em ordem e desconjunto”. É uma “co-operação”, uma ação de co-responsabilidade entre iguais. A coordenação promove união de esforços, de objetivos comuns e de atividades comunitárias, evitando paralelismo, o isolamento na ação evangelizadora.
A coordenação tem por finalidade criar relações, facilitar a participação, comprometer na co-responsabilidade, realizar a interação e tornar eficaz o conjunto da caminhada do Movimento. São se trata de um ministério de privilégios, mas de serviços práticos, objetivos.
A função de coordenar, a princípio, é uma capacidade humana, um talento que pode ser buscado, desenvolvido, aperfeiçoado. O líder será capaz de coordenar de modo louvável determinado grupo de pessoas, conseguindo alcançar os reais objetivos pretendidos.
Existem técnicas e métodos avançados que ensinam de forma eficaz como uma pessoa pode transformar-se em um grande coordenador ou líder. Mas quando se trata de uma ação evangelizadora, é preciso recordar-se que “as técnicas da evangelização são boas, obviamente, mas ainda as mais aperfeiçoadas não poderiam substituir a ação discreta do Espírito Santo. A preparação mais apurada do evangelizador nada poderia fazer sem ele. De igual modo, a dialética mais convincente, sem ele, permanece impotente em relação ao espírito dos homens. E ,ainda, o mais bem elaborados esquemas de  base sociológica e psicológica, sem ele, em breve se demonstram desprovidos de valor” (Paulo VI, Evangelii Nuntiandi, n. 75).
O próprio princípio de Deus, na escolha daqueles que iam dirigir o seu povo, não obedece a critérios humanos.
• I Cor 1, 26-31
Isto não descarta, obviamente, a colaboração do homem, isto é, o empenho em desenvolver ou aprimorar as suas potencialidades humanas. Porém, diante da realidade espiritual que é um Ministério de Coordenação, não se pode contar apenas com a capacitação humana.
Coordenador (conceito eclesial): pessoa cheia do Espírito Santo e conduzida por Ele, eleita por Deus, mediante confirmação da comunidade, para conduzir uma parcela do povo de Deus, empregando métodos de coordenação segundo  carisma do amor.  
A missão do coordenador é antes de tudo “divina, por isso para realizá-lo deve estar unidos  a Jesus (Jo 15,1-8) e conduzida pelo Espírito Santo.”
2 -  O CARISMA DA COORDENAÇÃO
O Senhor disse a Moisés: “Tens todo o meu favor” e “minha face irá contigo, e serei teu guia” (cf. EX 33, 12; 14). Podemos entender o carisma como sendo o “favor” ou  “auxílio” dado por Deus para o vocacionado.
Sem o carisma, ficamos impossibilitados de responder à essa vocação. Ele é o “auxílio a nossa fraqueza” (Rm 8, 26) sem o qual nossas razões tornam-se vazias e infrutíferas.
O carisma é o alicerce para o exercício do ministério. A graça em ação = chárisma, que pressupõe a natureza, conforme Santo Agostinho. Trata-se de uma complementaridade entre divino e humano, em vista da missão.
“O carisma da coordenação se manifesta nas ações administrativas realizadas pelos coordenadores. No âmbito do nosso Movimento, ações administrativas são, especialmente: planejamento, organização, direção e pastoreio”.
3 FUNÇÕES DO COORDENADOR
a) Evangelizar
MC 16,15 – “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura”.
Conceito de evangelizar = vem de Evangelho: Boa Notícia = evangelizar é anunciar uma Boa Notícia (Is 9,1-6;  Lc 24, 1-43).
Podemos definir três espécies de evangelização:

1.Sacerdotal – Palavra celebrada;
2.Régia – Palavra vivida – testemunho (instauração do Reino de Deus no mundo);
3.Profética – Palavra proclamada.
Lembramos que todo o batizado tem as unções sacerdotal, régia e profética.
Evangelizar é a principal função do coordenador. Tudo na coordenação, planejamentos, propostas, projetos, eventos devem ser orientados para a evangelização.
b) Administrar
Latim ad (direção, obediência) e minister (subordinação) = aquele que realiza uma função abaixo do comando de outrem, isto é, aquele que presta serviço a outrem.
Administrar significa ainda o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos a fim de alcançar objetivos.
Elementos da administração:
•Planejamento;
•Organização;
•Direção;
•Execução;
•Controle;
•Avaliação
c) Pastorear
Jo 10,11: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas”.
•Busca os irmãos transviados;
•Reanima os desanimados;
•Conduz o rebanho;
•Ouve, ama, orienta, ora;
•Supervisiona os planejamentos e tarefas
d) Liderar
Jo 11,16: “A isso Tomé, chamado Dídimo, disse aos seus condiscípulos: ‘Vamos também nós, para morrermos com ele’”.
•Precede os irmãos na caminhada, primeiro na santidade, no amor, no perdão e no serviço.
•Dá sempre o primeiro passo.
•Não tem subordinados. Ele não dá ordens, mas todos fazem o que ele deseja.
•Transmite segurança, confiança.
•Transmite senso de justiça.
•Sabe que não deve fazer tudo sozinho.
e) Formar
Lc 11,1-11: “instruções aos discípulos”
•Com exemplo, testemunho de vida;
•Valoriza e promove meios para o crescimento espiritual e humano dos membros do grupo;
•Encaminha os servos do grupo para os encontros específicos de formação de cada ministério;
•Forma novos líderes.
NEEMIAS
Neemias foi um líder da época do pós-exílio que soube planejar, organizar, motivar e exercer liderança sobre quem vivia em Jerusalém e nas redondezas da cidade. Ele serve como um modelo de coordenador que assume a pratica a liderança com responsabilidade e praticidade. A partir das situações vividas soube:
•Equilibrar o planejamento prático com a confiança em Deus;
•Conviver com as críticas não merecidas;
•Resolver conflitos de personalidade e dificuldades no relacionamento humano;
•Enfrentar sérias pressões financeiras;
•Lidar com líderes antigos e algumas vezes machucados.

Saudações estimados irmãos em Cristo….

Quero fazer o desvelamento do tema partindo do pressuposto que vida também pode ser sinônimo de tempo. E é justamente o que quero partilhar com vocês, ou seja, o que o Espírito Santo tem falado ao meu coração nestes últimos dias. Estamos vivendo o que a própria Igreja nos diz: “Os últimos tempos, que estamos vivendo, são os tempos da efusão do Espírito Santo” – CIC 2819. É sabido que este tempo é marcado por algumas características, entre elas o derramamento sobre todo ser vivo, curas, milagres, prodígios, enfim, tempo das realizações das promessas e que nós, pregadores, não podemos ficar de fora desse mover do Espírito e, principalmente, levar tantos a fazer as mesmas experiências. Para que vivamos com intensidade este momento, penso ser salutar rememorar o que os bispos disseram à Renovação no documento de La Ceja de 1987 quando os mesmos elencavam que “A grande fundamentação teológica da Renovação espiritual carismática está, portanto, no Mistério Trinitário e, particularmente, no conhecimento progressivo da Pessoa do Espirito Santo e em sua ação insubstituível e ininterrupta na Igreja e em cada um de nós” -  Pág. 10,18.

Conhecer a pessoa do Espírito, sua ação na Igreja e em cada um de nós, nos conduz à intimidade com o mesmo. Os profetas no Antigo Testamento eram conhecidos, ora como homens da Palavra, ora como homens do Espírito. Não podemos nos dar ao luxo de achar que já O conhecemos, ou que já vimos de tudo pois como já alertava São Paulo “coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração imaginou tais são os bens que Deus tem preparado” – I Cor 2,9.  Portanto, amados irmãos, quanto mais encharcados da Sua presença, quanto mais entregues ao Espírito, melhor iremos compreender e viver este tempo.

Para aprofundarmos um pouco mais é preciso compreender a outra vertente desse tempo do Espírito. Para isso, mais uma vez, a Igreja nos ensina “O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do Testemunho, mas é ainda um tempo marcado pela ‘tristeza’ e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de expectativa e de vigília” – CIC 672. Esta segunda vertente, infelizmente, tem sido o grande obstáculo e o motivo que tem levado muitos pregadores a esvair-se de seu ministério. Lembre-se que em Atos 1,8 Jesus deixa claro a propriedade da vinda do Espírito “Mas recebereis a força do Espírito Santo que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas”. Percebam que o fato de pregarmos a Palavra não significa, na íntegra, que nos tornamos testemunhas. Se analisarmos a teologia do testemunho, o mesmo também pode ser identificado como martírio, ou seja, confirmar de algum modo, com palavras, exemplos e, principalmente, no desenvolvimento da nossa vida, pois, ser testemunha é um caminho, um crescente no conhecimento e adesão ao Espírito.

É preciso, irmãos, sairmos da escolta do ambão, do microfone, dos roteiros e da mediocridade de uma vida de oração de conveniência, onde nos preparamos apenas quando vamos pregar. É preciso, como nos orienta a Igreja, sermos combatente, pois, “ainda não tendes resistido até o sangue na luta contra o pecado” - Hebreus 12,4. Deus nos chama a sermos   autênticas testemunhas em uma sociedade cada vez mais vazia e desprovida dos valores evangélicos. Levantemo-nos para vivermos na íntegra o tempo do Espírito. Marchemos!

Ivan Candido de Moraes
Secretário Geral da RCC/DF e membro do
Núcleo Nacional do Ministério da Pregação.

Rede Nacional de Intercessão: Capacitados para interceder


altOs grandes intercessores da Bíblia nos ensinam que a oração é um combate. Contra quem? Contra nós mesmos e contra os embustes do Tentador que tudo faz para desviar o homem da oração, da união com seu Deus... O “combate espiritual” da vida nova do cristão é inseparável do combate da oração.
O Senhor que arrancou vosso pecado e perdoou vossas faltas está disposto a vos proteger e a vos guardar contra os ardis do Diabo que vos combate, a fim de que o inimigo, que costuma engendrar a falta, não vos surpreenda. Quem se entrega a Deus não teme o Demônio. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Catecismo 2725, 2852)
A intercessão como uma das formas de oração, caracteriza-se também por ser uma batalha espiritual, pois o intercessor entra em combate contra os inimigos das pessoas e das situações pelas quais ele ora. Quando nos alistamos no “exército de Deus”, somos capacitados para que conquistemos mais filhos que estão longe Dele, ou que estejam sofrendo na “trincheira”.
O intercessor é escolhido, ungido e consagrado pelo Senhor que derrama seu Espírito Santo. O revestimento da armadura do Cristão (cf. Ef 6,10ss) só encontra sua eficácia na batalha se o intercessor se decidir em viver conduzido pelo Espírito Santo e em produzir Seus frutos em  sua vida (cf. Gl 7,22ss).
Quando intercedemos, travamos uma batalha, não contra homens de carne e sangue, mas contra as forças espirituais do mal, portanto devemos estar preparados espiritualmente, mantendo nossa carne e nosso espírito submissos e obedientes à vontade de Cristo (cf. 1 Cor 10,5).
A autoridade espiritual é adquirida quando reconhecemos o Soberano poder de Deus, o Senhorio único de Jesus Cristo e seu precioso Sangue e a presença e ação do Espírito Santo, nosso defensor, advogado, que ora em nós e por nós.
Orações descompromissadas e sem o poder e a unção do Espírito Santo não vencem batalhas, portanto, nosso espírito tem que estar vigilante em todos os momentos (cf. Col 4,2-3)
A oração de intercessão é um combate e é para pessoas que buscam ter intimidade com o Senhor e vida segundo a Sua Palavra. Elas, assim, vão adquirindo visão espiritual do campo de batalha (guerras, vícios, adultérios, doenças, etc). Por isso, o intercessor precisa estar de sentinela para não cair em tentação, e assim “baixe a guarda para o inimigo”.
Deve, contudo, se resguardar, pois o inimigo irá buscar suas brechas para lhe atacar. O intercessor deve então, quebrantar-se, ou seja, pela ação do Espírito Santo, que vem em auxílio as nossas fraquezas (Rom 8,26), fazer um exame de consciência, e reconhecendo seus pecados, orar, confessar e jejuar para que o inimigo se veja enfraquecido. O intercessor deve vigiar e orar sempre para não ficar vulnerável. O lugar mais protegido do mundo para todo intercessor é a sala do Trono, o lugar da verdadeira adoração. Quando reconhecemos nosso nada e permanecemos na presença de Deus, em profunda adoração, o inimigo não tem condições de nos atingir. Quanto mais buscarmos ter um coração adorador, mais estaremos nos protegendo das ciladas do inimigo, pois a redoma de glória que nos envolve não permitirá que suas flechas nos atinjam.
A batalha espiritual não é para crianças na fé, para soldados despreparados ou para intercessores inconstantes. A oração de combate é para intercessores que estejam dispostos e preparados para guerrear. Voltamos a frisar que a inconstância na vida de oração não vence batalhas, ao contrário, sempre vamos precisar da ação do Espírito Santo em nossa vida, pois é Ele quem nos fortalece no Senhor pelo seu soberano poder (cf. Ef 6,10).
A batalha estará sendo travada sempre quando intercedemos, porém sabemos que nosso Rei, Senhor e Salvador, já venceu a guerra: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o Mundo.” (Jo 16, 33b)

 Núcleo Nacional do Ministério de Intercessão

Catequese: “Devemos pensar em Deus como a carícia que nos mantém vivos”


altNa manhã desta quarta-feira (26), o Papa Francisco chegou à Praça de São Pedro no jipe ​​branco aberto para a Audiência Geral, onde encontrou fiéis e peregrinos que já o aguardavam com muitos cânticos e festa. O Santo Padre parou várias vezes para cumprimentar e abençoar os presentes, especialmente as crianças.
Depois da leitura do Evangelho em várias línguas relatando o episódio de Marta e Maria, o Santo Padre se dirigiu aos presentes, continuando o ciclo de catequeses sobre a família.
Depois de refletir sobre os aspectos da festa e do trabalho na vida familiar, hoje o Papa falou sobre a oração.
O Santo Padre, embora reconhecendo que nas famílias às vezes há uma lamentação sincera por não ter tempo para rezar, convidou não só a rezar, mas a cultivar no coração um amor "quente" por Deus, um amor afetuoso, e a questionar se pensamos em Deus apenas como alguém que controla nossas atitudes.
O espírito de oração - disse o Pontífice - se baseia no grande mandamento: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda tua alma e com todas as tuas forças". A oração é alimentada pelo afeto por Deus.
E acrescentou que precisamos sentir Deus "como a carícia que nos mantém vivos e antes, carícia da qual nada, nem mesmo a morte pode nos separar".
É limitado pensar em Deus apenas como “um grande Ser todo-poderoso, num Juiz que tudo vê e controla nossas atitudes”. Isso é verdade - disse ele-  mas apenas quando há afeto é compreendido".  “Ele pensa em nós e, sobretudo, nos ama! Não é impressionante?”.  
Francisco reiterou a necessidade do afeto por Deus que “acende o fogo do espírito da oração”, senão, apenas multiplicamos as nossas palavras, “como fazem os pagãos”.
O Pontífice destacou que um coração possuído pelo afeto por Deus transforma em oração mesmo um pensamento sem palavras, ou uma invocação diante de uma imagem sagrada, ou um beijo enviado para uma igreja. “É bonito quando as mães ensinam aos seus filhos pequeninos a mandar um beijo a Jesus ou à Virgem Maria” – disse o Papa -.
Ele explicou que o Espírito Santo nos ensina a dizer "Abba”- “Pai", como dizia Jesus, um modo de rezar que nunca poderíamos encontrar sozinhos. Um dom - disse ele – que se aprende a pedir na família, com a mesma naturalidade com que se diz pai ou a mãe.
Embora reconhecendo que as famílias têm pouco tempo, o Papa sublinhou que o espírito de oração devolve o tempo a Deus, para encontrar a paz das coisas necessárias, e descobrir a alegria dos dons inesperados.
Referindo-se à leitura do Evangelho de hoje, ele disse que Marta e Maria aprenderam de Deus a harmonia dos ritmos familiares: a festa, o trabalho e a oração, e Marta aprendeu que escutar o Senhor era a coisa realmente essencial.
Assim, Francisco convidou a ler uma passagem do Evangelho todos os dias e questionou: “Existe esta familiaridade nas nossas famílias? Temos em casa o Evangelho? O abrimos de vez em quando para lê-lo juntos? Meditamo-lo recitando o rosário?”. Porque – continuou - é como “um bom pão que alimenta o coração de todos”.
Por fim, ele partilhou uma coisa que leva no coração e que viu em muitas cidades:  “muitas crianças ainda não aprenderam a fazer o sinal da cruz”. E pediu: “Mães, pais, ensinem suas crianças a rezar e a fazer o sinal da Cruz; é um dever muito bonito dos pais!”.
Depois da catequese, Francisco saudou os peregrinos em diversos idiomas. Em português, ele disse: “Queridos peregrinos de língua portuguesa, bem-vindos! Saúdo cordialmente os fiéis presentes das diversas paróquias de Portugal e o grupo dos novos estudantes do Colégio Pio Brasileiro. O Senhor vos abençoe, para serdes em toda a parte farol de luz do Evangelho para todos. Possa esta peregrinação fortalecer nos vossos corações o sentir e o viver com a Igreja. Nossa Senhora acompanhe e proteja a vós todos e aos vossos entes queridos”.
Fonte: Zenit
Avivamento para Pregadores
Dia 21 de junho, na Paróquia São Pedro e Nossa Senhora de Fátima

Esperando Pentecostes


É categoricamente impossível não perceber como a liturgia pascal vai revelando-nos a Presença do Espírito Santo na vida da Igreja Ressuscitada! Na verdade, é o próprio Divino Espírito que através do Pai e do Filho dá novamente a vida aos homens, mortos pelo pecado, até que ressuscite definitivamente em Cristo os seus corpos mortais (Cf. Rm 8, 10-11). O Espírito Santo é Senhor que dá a vida! O Espírito Santo é Penhor de imortalidade!
O tempo da Igreja tem início justamente com a descida do Espírito Santo em Pentecostes (Cf. At 2). Dali em diante, temos a certeza de que Ele assumiu invisivelmente (mas realmente) a orientação da vida da Igreja e dos cristãos. Sem o Espírito ficaríamos todos eternamente órfãos!
Recordemos um ensinamento importante do Concílio: “Sem dúvida que o Espírito Santo já agia no mundo, antes ainda que Cristo fosse glorificado. Contudo, foi no dia de Pentecostes que Ele desceu sobre os discípulos, para permanecer com eles eternamente (cf. Jo 14, 16)” (Ad Gentes 4).
Na nossa peregrinação terrena, enquanto povo de Deus, durante nossa história pessoal de salvação, precisaremos viver sempre na presença do Espírito Santo, precisaremos sempre estar muito unidos a Ele. Somente diante do Espírito há transformação! O homem abre-se ao perdão e à remissão dos pecados, como testemunham as palavras de Cristo na tarde da Páscoa, somente mediante este encontro com o Espírito Santo! Para este tempo de urgentes mudanças e conversões, necessitamos de uma nova visita, de um novo encontro com o Espírito Santo! E não há tempo melhor do que o Tempo Pascal!
Ao vermos os Evangelhos e o livro dos Atos neste tempo pascal, percebemos o quanto a Presença do Espírito Santo acompanhou o ministério de Jesus. Até a própria teologia hoje afirma que o Espírito Santo, na história da salvação, não é só enviado pelo Filho, mas também para o Filho; o Filho não é somente Aquele que dá o Espírito Santo, mas também Aquele que O recebe! E Jesus, não recebeu o Espírito para si mesmo; na sua humanidade, com efeito, esse Espírito que é Seu, nos é dado Nele e por Ele! Como também nós precisamos da amizade e da companhia do Espírito Santo!
Estás disposto a buscar o Espírito como um sedento e faminto? Deseja ser visitado interior e inteiramente?
Segundo a intuição profética de Elena Guerra, existem quatro condições para recebermos o Espírito Santo: Deseja-Lo e invocá-Lo com fervorosa e perseverante oração; Libertar o coração de todo afeto que não se dirige para Deus; Humilhar-se, reconhecer o nosso nada e a necessidade que temos Dele como Mestre e Prometer-Lhe obediência, preparando-se para fazer e sofrer por tudo que agrada a Deus.
Estejamos unidos a Nossa Senhora para recebermos a graça de uma efusão do Espírito Santo. Como nossos Bispos clamaram em Aparecida, Precisamos de um Novo Pentecostes! Nossa Senhora tem com o Espírito Santo uma relação estreita, absoluta e íntima. Ninguém como Ela foi tão aberta e dócil à Sua ação santificadora. Oremos por um Novo Pentecostes em nosso País, em nossas Arquidioceses, em nossos Grupos de Oração e para toda a Renovação Carismática. Acolhamos o Espírito Santo, celebremos e renovemos o dom de Pentecostes em nós. Traga Ele um novo batismo de luz, fogo, unção, graça, vitória e ressurreição perpétua!  
Pe. Eduardo Braga (Pe. Dudu)
Arquidiocese de Niteroi / RJ

Grupo de Oração, comunidade fraterna

Grupos de Oração sem a experiência do Batismo no Espírito Santo, exercício dos carismas e o cultivo da vivência fraterna, revelam uma face desfigurada da RCC. Reflitamos a esse respeito tendo por base o texto de Rogério Soares, para a Revista Renovação, edição nº70, que nos traz, também, um comovente testemunho  sobre o que pode acontecer quando um Grupo de Oração vive plenamente sua identidade.
Por
Rogério Soares
Coordenador Estadual da RCC São Paulo
Grupo de Oração Kénosis
A identidade carismática é marcada por três elementos essenciais: o batismo no Espírito Santo, o exercício dos carismas e a vida fraterna. Embora existam outros ambientes em que a prática desse conjunto de elementos possa acontecer, o Grupo de Oração é, sem dúvida, um lugar privilegiado para que se viva profundamente tais experiências.
Dizemos “lugar privilegiado” – não exclusivo – pelo fato de que no Grupo de Oração tais experiências emanam “de modo natural” como decorrência da abertura da comunidade reunida à experiência do Espírito. Há na comunidade ali reunida uma fé expectante no agir de Deus que se manifesta por meio do Batismo no Espírito Santo, que derramará seus dons e carismas e possibilitará a experiência de vida fraterna.
Esses três elementos confirmam e autenticam a identidade carismática. Por isso mesmo, o rosto de um Grupo de Oração – comunidade carismática – só pode ser percebido na integração desses três elementos, no mínimo.
Na Renovação Carismática Católica, dois desses elementos estão sempre em relevo: as chamadas experiências de Batismo no Espírito e a prática dos carismas. De fato, esses dois elementos são emblemáticos e não podem ser relegados a um segundo plano ou postos como adornos na vida do Movimento. Isso significaria desfigurar o rosto da RCC, tornando-a dispensável à própria Igreja Católica. Renunciar a esses elementos significaria nossa desfiguração ou deformação do rosto carismático que trazemos por vocação na Igreja.
Ora, o mesmo vale dizer para o elemento “vida fraterna”, que com os outros dois anteriores ajudam a caracterizar a identidade carismática da RCC. Tão imprescindível quanto o batismo no Espírito Santo e a prática dos carismas, a vida fraterna torna-se elemento constitutivo na legitimação de nossa identidade carismática. Ninguém é batizado no Espírito Santo para continuar vivendo no isolamento. Pelo contrário, a experiência do Espírito abre a pessoa à experiência comunitária, no amor de irmãos que, assim como ela, também se descobriram amados por Deus. A pessoa é atraída – não forçada – para uma comunidade, lugar onde poderá exercitar os carismas recebidos, crescendo em “sabedoria e graça” (Lc 2,52).
Grupo de oração, lugar de vida fraterna
O Novo Testamento revela que o grupo dos discípulos de Jesus já mantinha grande convivência mesmo antes de Pentecostes. Desde que foram chamados por Jesus, os discípulos já faziam uma experiência de vida fraterna, assistida e coordenada pelo Mestre. Enquanto aguardavam o cumprimento da promessa (At 1,4), eles permaneciam em Jerusalém, na sala do Cenáculo. Aguardavam como comunidade reunida.
Podemos tirar dessa afirmação ao menos três questões relevantes para nossa reflexão: 1) Pentecostes é uma experiência vivida “na comunidade”; 2) Embora seja na comunidade, a experiência do Espírito é pessoal; 3) Uma consequência constitutiva de Pentecostes é a vida em comunidade.
1) Pentecostes é uma experiência vivida na comunidade
Quando o Espírito Santo foi derramado no dia de Pentecostes (Cf. At 2), Lucas escreve que “eles estavam reunidos no mesmo lugar” (At 2,1). Alguns dias antes, dois deles haviam se destacado do grupo e caminhavam para fora da cidade quando o próprio Jesus lhes aparecera convidando-os a retornar à cidade e a juntar-se novamente à comunidade, até que fossem revestidos da força do alto (Cf. Lc 24,49). Ora, não foi obra do acaso o fato de o Espírito Santo ter se manifestado quando os discípulos estavam reunidos em comunidade.
A imagem da comunidade reunida aguardando o derramamento do Espírito Santo não nos parece ser a imagem mais próxima daquilo que marca nossos Grupos de Oração? A reunião de oração de um povo que aguarda com “fé expectante” a manifestação poderosa do Espírito é a forma mais autêntica de definir o significado de um Grupo de Oração. O Espírito Santo vem quando eles estão reunidos. A importância de “permanecer reunidos” em comunidade para a concretização da promessa do Consolador (Jo 14, 16) é essencial para o evento Pentecostes.
2) A experiência do Espírito é pessoal
Não obstante ao fato de Pentecostes ser uma experiência comunitária, o texto dos Atos dos Apóstolos sublinha o fato de que as “línguas de fogo pousaram sobre cada um deles” (At 2,3).
Chamamos de “experiência pessoal do Espírito” a realidade que cada um experimenta individualmente quando Deus derrama seu Espírito na comunidade reunida. O Espírito é dado a todos, mas cada um o recebe na medida da abertura de seu próprio coração. Não se trata de uma experiência “de massa”, por indução ou por “contágio”. O Espírito de Deus visita a comunidade e enche a todo que se deixa por Ele ser tocado. O “sim” ao Espírito é fruto da liberdade de cada fiel que se abre à experiência de amor.
Tal experiência individual, no entanto, não mantém o fiel no isolamento ou na indiferença ao irmão. Ao contrário, tanto mais a experiência do Espírito atinge a particularidade de cada pessoa, quanto essa pessoa vai abrindo-se à vida fraterna em comunidade. À medida que se descobre o agir do Espírito na vida interior, aumenta na mesma proporção o grau de aproximação da pessoa com a comunidade. Essa é uma forma de verificação da realidade de Pentecostes na vida do fiel.
É fundamental, portanto, ao Grupo de Oração, que cada um viva sua experiência pessoal do Espírito de forma contínua, pois isso resultará em grande graça para cada participante e para toda a comunidade. Na medida em que “a graça de Deus cresce em nós sem cessar”, vamos tornando-nos expressão dessa mesma graça para nossa comunidade, favorecendo assim nossa vida fraterna.
As divisões dentro de um Grupo de Oração não são frutos de meros impulsos humanos, mas no fundo, da ausência da graça de Deus em nós. O afastamento da vida na graça de Deus poderia tornar-nos insuportáveis uns aos outros. Sem a presença do “amor de Deus derramado em nossos corações” (Rm 5,5) como poderíamos ser chamados de irmãos?
Por isso, faz-se necessário pedir sempre um novo Pentecostes para cada pessoa presente no Grupo de Oração, individualmente.
3) Uma consequência constitutiva de Pentecostes é a vida em comunidade
Chegamos aqui ao ponto central de nosso tema. Pensar o Grupo de Oração como uma comunidade fraterna é tocar na consequência objetiva mais impactante de Pentecostes. Mais desconcertante do que a manifestação miraculosa dos carismas de profecia, cura e pregação na comunidade primitiva, o testemunho de uma comunidade fraterna (frater = irmãos) deixava os concidadãos dos discípulos intrigados. “Vejam como eles se amam”, diziam a respeito daqueles seguidores de Jesus que há pouco recebera o Espírito Santo. Era o cumprimento do mandamento do Senhor: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 35).
Traduzimos por “comunhão fraterna” o termo grego koinonia. Trata-se da união espiritual dos que se deixaram batizar na mesma fé e que assumiram um projeto de vida comum.
Se antes da vinda do Espírito era possível a comunidade permanecer reunida, agora com o derramamento abundante da graça do Espírito será possível atingir o aperfeiçoamento da vida comunitária. O sonho de viver como irmãos tornar-se-á possível exatamente por auxílio da graça derramada. As disputas ou divisões podem ser superadas, pois “o amor foi derramado nos corações” (Rm 5,5). A partilha não será uma utopia para quem se deixou tocar e conduzir pelo Espírito. “Eles tinham tudo em comum” (At 4,32).
Quando a experiência do Espírito toca-nos profundamente o mais íntimo do coração, somos convencidos de que a comunidade de irmãos (embora ainda repletas de limitações e fragilidades humanas) é um verdadeiro refúgio e fortaleza na luta contra tudo o que há de mal no mundo.
Nesse sentido, o Grupo de Oração é um lugar privilegiado para a experiência fraterna! E para que essa realidade se concretize na vida cotidiana do GO é preciso que cada participante saiba de sua importância, como colaborador do Espírito no aperfeiçoamento da vida fraterna da comunidade.
A atitude de acolher não deve ser delegada a um grupo de pessoas, apenas. Embora exista normalmente um ministério ou equipe de acolhida em nossos Grupos de Oração, a função de acolher ao próximo é papel de todos. Coordenadores, servos e participantes devem se deixar conquistar pela graça do acolhimento, dom próprio do Espírito derramado na vida da comunidade.
A fraternidade não deve existir somente em função de uma necessidade ou situação inusitada. Ela deve ser constitutiva na vida do Grupo de Oração. Acolher com alegria e cuidar uns dos outros é um dos sinais evidentes de Pentecostes.
Um testemunho
Participo de Grupo de Oração há quase 25 anos. Durante esse tempo vivi e continuo vivendo muitas experiências que acabam por deixar marcas profundas em minha história pessoal. Quantas curas miraculosas, vi acontecer pela manifestação de legítimos carismas no meio da comunidade. Quantas pessoas eu vi mudarem de vida depois de terem vivido a experiência de batismo no Espírito Santo. Em minha vida mesmo, quantas mudanças percebi como decorrentes dessa ação do Espírito! Louvo a Deus por tudo o que Ele fez em mim!
Preciso afirmar, entretanto, que as experiências que mais marcaram minha vida e da minha família foram as experiências de vida fraterna no seio do Grupo de Oração.
No ano de 1996, passamos por uma grande dificuldade que atingiu nossa vida financeira. Morávamos de aluguel e recebemos comunicado de despejo, pois estávamos entrando no terceiro mês de atraso no pagamento. Não tínhamos condições de pagar aquele valor e não sabíamos como resolver aquela situação. Eu e minha esposa buscávamos encontrar saídas para aquele episódio de constrangimento e preocupação para com nossos filhos. Rezávamos e íamos com nossos filhos ao Grupo de Oração. Eu e minha esposa fazíamos parte do Ministério de Música e éramos responsáveis pela animação de louvor na reunião de oração. Nossos problemas nunca nos impediram de assumirmos nosso ministério com alegria.
Enquanto apresentávamos por meio da oração esta situação difícil diante de Deus, alguns irmãos do Grupo de Oração ficaram sabendo de nossa situação e naquele momento pude ver a consequência do batismo no Espírito Santo acontecer de forma bastante concreta no testemunho comunitário do meu Grupo de Oração. Fizeram uma coleta entre eles, sem que eu soubesse, e me ajudaram a quitar meus aluguéis atrasados e contas de água e luz. Cuidaram de minha família, como pastores que cuidam de suas ovelhas. Supriram nossas necessidades de alimentos durante cerca de seis meses, até que eu tivesse melhorado minhas condições. Até o material escolar de minhas crianças era providenciado por Deus pela ação fraterna dos membros do Grupo de Oração. Não se tratava de um mero assistencialismo. Percebíamos o amor com que realizavam aquelas ações em nosso favor. Tudo estava acompanhado de profundos momentos de oração em minha casa. A atenção que recebemos naquele momento de fragilidade que minha família passava marcou-nos profundamente.
Entendi através daqueles momentos que o testemunho de partilha e comunhão fraterna das primeiras comunidades cristãs não era uma utopia. Eu vi em minha própria vida esta consequência de Pentecostes. Aquela atitude de acolhida testemunhou e consolidou na comunidade o batismo no Espírito Santo. Eram sinais da Cultura de Pentecostes!
Quantas pessoas podem estar participando de nossos Grupos de Oração  e que estão precisando ser acolhidas e cuidadas com mais atenção? Seria justo celebrar durante uma hora e meia ao lado de uma pessoa que se senta ao nosso lado na Igreja, cantando cantos alegres e ouvindo a Palavra de Deus, sem sequer saber o nome e o lugar de onde aquela pessoa vem? E se ela não voltar, quem perceberá sua ausência? Quantos dentre os próprios servos vivem verdadeiras lutas sem poder contar com a ajuda dos irmãos de comunidade...
Devemos continuar com os olhos voltados para o céu, esperando as respostas de Deus, mas precisamos manter também os braços abertos e estendidos para acolher cada um daqueles que foram atraídos ao nosso Grupo de Oração. A experiência de amor vivida em comunidade deixará marcas profundas na vida de todos, sobretudo na vida daqueles que receberem esse amor fraterno.
Peçamos continuamente o batismo no Espírito Santo em nossas reuniões de oração para que a comunidade, repleta dos dons e carismas do Espírito, seja capaz de traduzir tudo isso num autêntico testemunho de vida fraterna.